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TELECOM LIVRE
 

Buscando desenvolver ações de caráter preventivo, visando ampliar as oportunidades de convívio social pacífico e proporcionar à inclusão social de crianças, jovens e adultos, o Projeto Telecom Livre – Telecentro Comunitário de Software Livre -, tem como objetivo disponibilizar as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), através da criação de telecentros comunitários, para a população de comunidades discriminadas e marginalizadas pela sociedade. Estes centros irão preparar a população excluída para ingressar na nova sociedade da informação, possibilitando que todas e todos tenham acesso à cidadania através das novas TICs.

O Telecom Livre irá fomentar a criação de comunidades virtuais (grupos de interesse na rede), onde todas e todos possam interagir e se desenvolver plenamente. Nessa visão, o usuário(a) deixa de ser apenas um consumidor, mas passa também a fornecedor de informações, em uma via de mão dupla, através de projetos interativos. Para essa ação estaremos utilizando um programa desenvolvido com o nosso apoio, chamado ICOX – Gerenciador de Inteligência Coletiva (www.icox.org.br).

Com a utilização das TICs o que se pretende neste projeto, é possibilitar que as comunidades, que irão receber projetos sociais, tenham acesso a um mundo de informações e conhecimento, visando estimular a criatividade e o desenvolvimento coletivo e colaborativo. Assim, estaremos potencializando as ações dos projetos sociais, aumentando as oportunidades de convívio social pacífico e tencionando dar lugar às pessoas na sociedade, transformando um excluído em cidadão.

Projetos de “inclusão digital” não devem ser pensados como pacotes prontos de soluções tecnológicas para comunidades de baixa renda, mas sim como iniciativas estratégicas para a promoção da inclusão social, do desenvolvimento social e econômico colaborativos, do compartilhamento da informação e do conhecimento.

Sabemos que o acesso a equipamentos e conexão, por si só, não são inclusivos. É certo que existem muitas pessoas sem acesso a microcomputadores e à Internet, mas não podemos ficar restritos a esse pressuposto. Caso contrário, a proposta poderia ser a de criação de um movimento pela inclusão analógica. Na verdade, a única inclusão ou exclusão que existe é a social – de conhecimento, informação, gênero, raça, justiça e cidadania.

Acesso à inovação tecnológica não é somente acesso aos meios, mas, fundamentalmente, à informação de como utilizar esses meios para potencializar conhecimentos, oportunidades etc. E isso não irá ocorrer com modelos pré-fabricados e pró-inclusão digital institucionalizados. Não podemos pegar um único modelo, por melhor que seja, e implementá-lo Brasil afora. Não irá funcionar.

O Brasil é um país-continente, com diversidades socioculturais e educacionais que precisam ser levadas em conta na hora de implementar qualquer projeto sério. O que é eficaz para uma determinada região, provavelmente não atenderá a outra. Logo, para que haja inclusão social, a população local precisa participar dos processos de modelagem e/ou adaptação para a sua realidade, bem como da implantação e da gestão dos telecentros, tornando-se co-responsável pelo projeto, por meio de associações, ONGs, conselhos etc. E para isso precisa de qualificação de alto nível.

O acesso às informações digitais permite ao usuário(a) ampliar seus conhecimentos, se manter atualizado e, conseqüentemente, estar melhor preparado para o mercado de trabalho. É sabido que equipamentos não são capazes de substituir cérebros, mas são ferramentas que, se não socializadas, podem construir um crescimento geométrico das desigualdades sociais. Portanto, faz-se urgente e necessária à tarefa de se começar a fazer chegar a todos e a todas – e do mesmo modo – os benefícios das tecnologias da inteligência, sem qualquer tipo de discriminação.

E partindo das afirmativas de que "Todos os seres humanos, por natureza, desejam saber"1 e que “O conhecimento humano é a herança da humanidade e a origem da criação de todo conhecimento novo.”2, a democratização do acesso à informação e aos meios de comunicação é eminente e tem papel fundamental no compartilhamento do conhecimento epistemológico e ontológico, elementos estruturais para fomento do desenvolvimento humano baseado na educação e na capacitação de alto nível.

Comunidades carentes e marginalizadas sofreram, ao longo dos últimos anos, transformações contraditórias. Se por um lado algumas obtiveram melhorias como, por exemplo, a urbanização, por outro aumentou a percepção da discriminação e, principalmente, da violência – que vem destruindo laços sociais. E diante desta realidade, faz-se urgente à tarefa de esclarecer que os moradores de comunidades de baixa renda não são economicamente ou politicamente marginais, mas sim explorados e reprimidos. Eles não são socialmente ou culturalmente marginais, mas são estigmatizados e excluídos do atual sistema social.

Esta ferramenta pode iniciar um processo de recuperação da cidadania e transformação social destas comunidades, colaborando para a melhoria da qualidade de vida.

As apostilas e a metodologia utilizadas no processo de capacitação dos Telecentros Comunitários de Software Livre estão disponíveis no menu downloads, sub-menu apostilas.

Junte-se a nossa comunidade virtual em socinfo@yahoogroups.com.br.

[1] Aristóteles (384 - 321 a.C.).
[2] Declaração da Sociedade Civil na Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação - conferência da ONU.